A MÚSICA MARCANDO CADA ÉPOCA
A música sempre fez parte das manifestações sociais e
culturais de cada povo, criando identidade e funcionando como agente
transformador através da história. Desde os
povos primitivos as formas rítmicas estão presentes, nas tentativas de
comunicação com materiais encontrados na natureza, conforme atestam gravuras e
relevos que a arqueologia encontrou.
Na China,onde a tradição musical remonta a 2.500 anos antes de Cristo, já se apresentava o sistema de 12 escalas com evidências de notação musical. No Egito antigo, a música estava presente nas celebrações mais variadas de forma não sistematizada, combinando sons limitados e com intervalos curtos. Em Israel haviam trombetas e harpas, como se soube pela bíblia, com finalidades religiosas e profanas.
Na China,onde a tradição musical remonta a 2.500 anos antes de Cristo, já se apresentava o sistema de 12 escalas com evidências de notação musical. No Egito antigo, a música estava presente nas celebrações mais variadas de forma não sistematizada, combinando sons limitados e com intervalos curtos. Em Israel haviam trombetas e harpas, como se soube pela bíblia, com finalidades religiosas e profanas.
Mas foi na Grécia que
a música passou a ser observada de forma científica e filosófica. Lá o filósofo
Pitágoras criou a primeira escala de 7 tons, ao estudar a relação entre a
longitude e tensão das cordas na produção de sons.Esta escala ainda é utilizada
na música ocidental, junto com os modos gregos Jônio, Dórico, Frígio, Lídio,
Mixolídio. Eólio e Lócrio, extremamente aplicados na atualidade nos estilos
musicais mais variados. O Império Romano não herdou o refinamento
artístico dos gregos, mas propagou a música de forma oral por todo o primeiro
milênio depois de Cristo, perdendo a associação com a poesia e servindo de
acompanhamento a danças e manifestações militares.
Na Idade Média o desenvolvimento cultural foi limitado, com
a igreja exercendo o papel de documentar as obras antigas. À partir do século
VII houve a criação do canto gregoriano, contribuindo acentuadamente para a evolução musical.
No século XIII surgiu a polifonia, ampliando intensamente o papel da música e
encontrando no Renascimento amplo campo de desenvolvimento, com o surgimento
dos primeiros compositores profissionais. No período Barroco a
evolução musical foi espetacular, com a criação da melodia acompanhada, do
baixo contínuo, da ópera, do uso das dissonâncias, das formas musicais,
aparição da orquestra, aperfeiçoamento dos grupos de câmara, ritmos definidos e
do sistema temperado. Os
ideais do iluminismo influenciaram o Classicismo, passando a dar um aspecto racional
de estrutura formal à música, com as linhas melódicas predominantes sobre a harmonia
e voltada mais para a produção instrumental, com o surgimento da sinfonia, da
sonata e do concerto na concepção atual. Já
no Romantismo tem grande desenvolvimento a polirritmia, a ampliação do número
de instrumentos na orquestra, novos efeitos de orquestração com as melhorias
técnicas dos instrumentos, liberdade criativa para os compositores e maior uso
das dinâmicas, bem como formas como
prelúdio, estudos, improvisos e poemas sinfônicos.
A música no início do
século XX cria novos conceitos que levam ao dodecafonismo e uma enorme
exploração rítmica e dissonante, incorporando novos elementos sonoros,
valorizando o elemento tímbrico, com grande influência urbana e nacionalista,
rompendo com os conceitos tradicionais de melodia e frases musicais. Isso se
mantém até hoje, levando a caminhos cada vez mais amplos, trazendo uma
liberdade criativa sem barreiras para os compositores.
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